Tomas Pelosi

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Ler exaustivamente ainda é o melhor método para se aprender a escrever (não à toa, esse costuma ser o primeiro conselho das listas dos escritores de maior sucesso).

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A melhor escrita é direta – com frases curtas – e econômica nos adjetivos e advérbios. Em literatura, o princípio da Navalha de Occam aplica-se ubiquamente: as soluções simples são, muito frequentemente, as melhores.

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Escrever é uma empreitada técnica, tanto quanto uma arte. Nenhuma palavra fica bonita ao lado de uma regência verbal desastrosa. Portanto, deve-se estudar primeiro e florear depois.

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Todo mundo tem o direito de se expressar num texto, se desejar. O pecado é assumir que qualquer borbotão de palavras implica, automaticamente, literatura. A maioria dos textos, inclusive os que são produzidos por escritores competentes, não tem qualidade literária. Na dúvida, não se publica, ainda que hoje isso seja tentadoramente fácil. O mundo não precisa de mais textos ruins.

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Você é o segundo pior juiz possível do seu próprio trabalho (o primeiro é a sua mãe). Quer uma opinião honesta? Procure um leitor crítico profissional.

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Se alguém (qualificado) diz que o seu texto é bom, deve-se desconfiar (frequentemente, os elogios são apenas delicadeza). Mas se essa mesma pessoa diz que seu texto é ruim, deve-se acreditar nela, e ficar grato pela honestidade.

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Nem todo mundo nasceu para ser escritor. A vida tem um jeito muito convincente de mostrar isso.

Tomas Pelosi é empresário de tecnologia e tem feito um grande esforço para se aprofundar no universo da literatura. Desenvolve o projeto Book Hotsite para ajudar os escritores nacionais no processo de divulgação dos seus trabalhos. Tem um romance pronto e outro a caminho, além de uma mancheia de textos curtos, alguns publicados recentemente na Amazon.

Contribuição originalmente publicada no site Escriba Encapuzado

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