Adriana Brazil

{ 1 } Ter leitores é maravilhoso.

Escrever um livro é se expor e correr o risco de agradar ou não. Mas quando recebo e-mails ou recadinhos nas redes sociais de leitores que conquistei, é algo tão único, tão bom, que me faz ter vontade de escrever mais e mais.

{ 2 } Reescrever é preciso.

Sempre tive resistência de excluir um trecho de um livro ou enxugá-lo, mas com o tempo percebi que que isso é fundamental e necessário para que o texto possa amadurecer. Reescrever é preciso, aprendi com meu autor favorito, Augusto Cury:

“Sou sim um escritor determinado. Costumo brincar que sou um grande teimoso. Procuro ser um artesão das palavras. Escrevo e reescrevo cada parágrafo, dia e noite, como se fosse um escultor compulsivo. Você vai ver neste romance, diversos pensamentos que foram esculpidos depois de terem sido reescritos, forjados em minha psique dez ou vinte vezes (CURY, O Vendedor de Sonhos)”.

Fica a dica de um dos maiores autores da atualidade e que eu admiro muito.

{ 3 } Críticas fazem parte.

Críticas sempre mexem com o emocional e acredite, fazem parte de qualquer trabalho, artístico ou não. Ter humildade para reconhecer é fundamental para o aprendizado rumo ao crescimento.

{ 4 } Ter uma caixa-postal.

Quando lançamos um livro, de uma maneira ou de outra nos tornamos uma pessoa pública, as vendas dos livros começam, pois muitos leitores fazem questão de ter o livro autografado, outros fazem questão de enviar mimos, uma caixa-postal é imprescindível nessas horas.

{ 5 } O mercado internacional ainda domina as livrarias.

Quando entrei no mundo das publicações eu jamais poderia imaginar que os livros internacionais tivessem um destaque infinitamente maior que os nacionais nas livrarias, uma disputa tão desigual que até hoje me espanta. Percebo que a nossa luta interna, talvez seja maior do que qualquer outra.

{ 6 } Tenha amigos escritores.

Aprendi isso logo no início. Fiz amizades no meio literário, perguntava para os autores mais experientes como tinha sido sua história. Hoje tenho grandes amigos no qual compartilhamos nossas vitórias, preocupações, fracassos, como também a paixão pelos livros.

O grupo do qual faço parte, Turnê Literária, é um ótimo exemplo de amizade; divulgamos os livros um do outro, encorajamos quando o desânimo aparece, acreditamos que estar juntos nos torna mais fortes para chegar ao propósito desejado.

{ 7 } Deixar um texto descansar.

Muitas vezes na ânsia de terminar um trecho, escrevia mesmo cansada, ou de uma forma menos inspirada do que desejei. Abandonar o texto por algum tempo para pensar sobre ele, é construí-lo de forma melhor.

Adriana Brazil nasceu no Rio de Janeiro, é casada e tem um filho de cinco anos. Apaixonada pelas artes formou-se em Música na Escola Villa-Lobos. Fotografia e pintura fazem parte de seus afetos. Cresceu ouvindo histórias carregadas de fantasia que seu pai contava, tornou-se então amante dos livros logo no início da adolescência, mantendo a literatura brasileira em primazia.

Sua paixão pela escrita veio à tona em dezembro de 2009, quando nasceu seu romance, Outono de Sonhos, indicado ao prêmio Codex de Ouro 2011 nas categorias Romance e Designer de Capa. A estudante de Letras é colunista da Revista Cristã, coluna Estações, uma publicação mensal. Atualmente, a autora dedica-se a um projeto que envolve o ensino de música e leitura para crianças e participa ativamente dos eventos com o grupo Turnê Literária. Site oficial.

Contribuição originalmente publicada no site Escriba Encapuzado

2 thoughts on “Adriana Brazil

  1. Obrigada pela oportunidade de compartilhar um pouco do que tenho aprendido nesse tempo.

    É uma coluna muito interessante! Parabéns!

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