{ 1 } A leitura é diretamente proporcional à escrita e inversamente proporcional ao vocabulário.
Ler é fundamental, pois lendo é que se conhece o processo criativo de outros escritores, a estrutura poética destes, agregamos vocabulário e enriquecemos o conhecimento sobre determinado assunto.
{ 2 } É preciso jogar com o referencial e para isso só experimentando.
Como já dizia o sociólogo Francês Émile Durkheim:
É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de nós próprios para acender à escola das coisas, se as queremos conhecer e compreender”.
A necessidade da observação é de fundamental importância para o escritor, pois esta ajuda no processo de criação. Normalmente um escritor tende a ter um instinto natural à observação e assim surgem ideias para personagens, temas e assuntos a serem abordados em um texto.
{ 3 } O questionamento parte da observação e a reflexão vem como consequência.
A observação do objeto, seja ele uma pessoa do cotidiano ou um personagem de um livro, leva a um questionamento e este a uma reflexão. Ter o hábito de questionar a vida ou mesmo de ser o seu próprio objeto de observação leva a ideias e conclusões que podem enriquecer o texto.
{ 4 } Mudar de ambiente pode ajudar no processo criativo.
O ambiente pode interferir na inspiração. Colocar-se em situações específicas, para entender um assunto que você pretenda abordar, é importante, ou mesmo mudar de ambiente, no intuito de se proporcionar novas experiências como observador.
{ 5 } Criar um organograma do tema que você quer abordar, como também andar com um caderno de inspirações.
A organização é fundamental para que as ideias entrem em consenso. Ter o hábito de anotar todos os tópicos que deseja abordar no texto – como palavras-chave, no caso da poesia rimas e metáforas – ajuda a não se perder ao longo do processo. Ter um caderno de inspirações que caminhe com você aonde quer que você vá, ajuda o escritor a não esquecer as ideias que irão surgindo no seu cotidiano.
{ 6 } Se você escreve, logo não fugirá da gramática.
Ter noções da língua que você escreve sempre será fundamental para dar coerência ou ênfase a um texto. Ter intimidade com a língua é fundamental! Pega mal transparecer que não sabe. Consultar a gramática e os dicionários (principalmente o de sinônimos) é importante. No caso da poesia, para desenvolver um ritmo é fundamental ter um bom ouvido. Entender um pouco de aliterações é imprescindível, não se esquecendo também da rima e da métrica.
{ 7 } Outras ferramentas além da leitura ajudam no processo de criação.
Quanto maior o número de ferramentas, melhor! Não discrimine filmes, exposições, peças de teatro e outras manifestações que possam ser muito úteis no surgimento de novas ideias. Quanto mais conhecimento agregar, melhor será a sua abordagem textual.
Danielle Ronald de Carvalho é poeta, bisneta do então poeta modernista Ronald de Carvalho e neta do contista, cronista e romancista Helio Pólvora. Começou a escrever seus poemas ainda criança, incentivada por seu avô, Arthur Augusto Accioly de Carvalho.
Com uma veia mais simbolista e existencialista, ela segue escrevendo o seu primeiro livro. Estuda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde cursa Biomedicina e atuou como pesquisadora nas áreas de Biologia celular e Morfologia; também trabalha como Designer e Modelo.
Contribuição originalmente publicada no site Escriba Encapuzado
Obrigada, Rosângela. Fico feliz! Um abraço.
Danielle
Ótimas dicas, bastante coerentes e verdadeiras. Bons exemplos a serem seguidos.